quarta-feira, 11 de novembro de 2009

uma pérola do fundo do mar

Ah, que saudades das pérolas... Estive lendo os últimos delitos e vi que estavam bem caretas. Já estava na hora de trazer um trash novamente a superfície. E, desta vez tenho algo muito bom, (ou não, depende do ponto de vista). Mas antes, uma pergunta: quem lembra de Debbie Gibson? Lost in your eyes, traz alguma lembrança? Pois é... achei a moça, perdida na vida... e na companhia do infame Lorenzo Lamas! Quem? Renegade, acende alguma luz?
Como estas duas figuras tão diferentes se encontraram? E, o que interessa a gente, onde se encontraram... O filme desta vez foi descoberto no youtube por puro acaso. A princípio, achei que era alguma pegadinha, mas fui fuçando aqui, perguntando acolá, e... era verdade! O nome: Mega shark vs Giant Octopus! Tô falando sério...
Tudo começa quando dois cientistas acidentalmente descobrem um megalodon, tubarão pré-histórico e um octopus gigante enterrados no gelo próximo ao pólo norte. E, graças a um roteirista “genial”, a intrépida dupla chega bem a tempo de presenciar um incidente envolvendo algumas baleias e caçadores ilegais (os caras tem um helicóptero bombas, radares, e depois somem do filme...) que termina por libertar os dois colossus. Um destes cientistas é a própria Debbie Gibson, creditada como Deborah. E o outro é... não, ainda não é Lorenzo Lamas, e sim apenas um zé-mané que nem morre... o cara aparece uns 15 minutos do filme e depois é simplesmente esquecido... não se fala mais nele...
Bom, continuando... os dois monstros pré-histórico estão soltos pelos mares e em busca de comida e logo alguns bizarros acidentes começam a acontecer por todo o mundo, uma plataforma é atacada pelo octopus gigante próxima ao Japão, uma baleia aparece morta na costa dos EUA e, no melhor momento do filme, um jumbo viajando a 15 mil pés de altitude é atacado e derrubado pelo MegaShark!! Sério, o bichinho salta da água e abocanha o jato que voa a 200 milhas por hora (quem não está acreditando, pode conferir o video lá embaixo).
E, logo, o mundo todo pede a ajuda da nossa protagonista, Emma (Debbie Gibson) e seus aliados, o velho professor e mentor, Lamar Sanders (Sean Lawlor) e seu interesse amoroso, dr. Seiji Shimada (Vic Chao) e, como vocês podem notar, nada ainda de Lorenzo Lamas. Quando os três estão juntos, são abordados por agentes do governo e convocados a colaborar nas tentativas de livrar o mundo da dupla pré-histórica. Enfim, vemos Lorenzo Lamas e seu indefectível rabo de cavalos como Allan Baxter, agente responsável pela crise (mais uma pergunta, qual agência militar deixaria alguém no alto da cadeia de comando usar o rabo de cavalo ridículo de Lamas).
Uma das tentativas de resolver o problema envolve usar feromônios para atrair os bichos e depois capturá-los para estudo. O interessante é como eles chegaram a esta idéia. Depois uma noite de sexo entre Debbie Gibson e o japa, o dois tem um “estalo”. O plano era levar o tubarão para a baía de São Francisco e prendê-lo por lá. Como podem ver na imagem acima, não deu muito certo...
E assim, o filme vai seguindo cheio de frases feitas, efeitos canhestros e situações óbvias e irreais, até o confronto final, na beira de uma fossa abissal, onde os dois titãs terminam por se enfrentar em um confronto até a morte.
Mega Shark vs giant octopus foi lançado direto em dvd, como todos os filmes produtora The Asylum. O que foi ótimo para todos, vamos ser sinceros. O filme tem seus momentos e é claramente um trash (e breve um clássico do gênero). Quem gosta vai se esbaldar. Podem ir sem medo que é diversão na certa. Divirtam-se como trailer e façam sua escolha. Ah, a Debbie Gibson continua bonitinha. E o Vascão voltou!


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Bendito é o fruto...

Mais um delito no Beco. Agora vou pagar a promessa de alguns dias atrás. Já falei de Watchmen e agora vou falar de Y – the last man, até porque já tinha um tempo que não falava sobre quadrinhos, e se o investimento nestas duas obras valeu o retorno.
Y – the last man é uma série de quadrinhos criado por Brian K.Vaughan e Pia Guerra e parte da premissa simples que todos os mamíferos macho (cães, gatos, golfinhos, morcegos, homens... ) do planeta morreram simultaneamente, com a exceção de Yorick Brown e seu macaco de estimação, Ampersand (momento cultura inútil, ampersand = &).
No meio de um mundo onde a sociedade como conhecemos foi destruída pelo caos que veio com o colapso de toda a infraestrutura, Yorick busca uma maneira de se reencontrar com sua noiva que na hora da praga estava na Austrália.
Neste nova vida, os dois machos restantes tem de enfrentar inúmeros perigos e as tribos de mulheres que vão se formando, grupos que se culpam pelo fim dos homens, outros que comemoram este fim, mas todos com planos para Yorick e Ampersand.
Li o primeiro volume lançado recentemente aqui no Brasil e gostei muito. Já era do trabalho de Brian K. Vaughan, desde Runaways até a sensacional Ex-Machina e vinha esperando uma edição decente de Y com muita ansiedade. Pia Guerra ainda não conhecia mas os desenhos dela são muito bons, realmente uma ótima surpresa.
Yorick é um personagem cativante, cheio de citações e com um humor meio debochado, os outros personagens da série também são bem interessantes, em particular a agente 355, uma misteriosa agente do governo americano que é escalada pela nova presidente dos Estados Unidos para acompanhar e proteger Yorick na sua jornada. A interação entre os dois é responsável pelos melhores momentos da série.
E quando os viajantes, em Washington, encontram um grupo de mulheres usando o Monumento a Washington como um altar para louvar os homens exterminados é de rolar de rir.
Principalmente quando o jovem tenta se aproximar para prestar suas homenagens.
O único porém é a qualidade da edição... achei cara (mas no meu atual momento, tudo está caro...) e enquanto lia, tinha a sensação que a revista ia se despedaçar nas minhas mãos a qualquer momento. Odeio um livro que vai desfazendo e deixando páginas pelo caminho... Livro no Brasil é produto caro e deveria ter uma qualidade melhor, até admito que um livro comprado em um sebo possa sofrer destes males, mas uma revista, saída do plástico, é um absurdo! Mas, este é assunto para outro delito...
Dizem que tem um filme a caminho, com o próprio Brian K. Vaughan responsável pelo roteiro. Tomara que seja verdade. Esta série merece uma boa adaptação.
Para aqueles que gostam de um bom quadrinho, Y – the last man, é uma excelente pedida, (a grana foi melhor gasta aqui que em Watchmen) mas cuidado ao manusear...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Who watches the watchmen?

Esta semana resolvi investir em dois assuntos que há muito vinha querendo me aprofundar. Como disse no twitter (como?? Você não segue o geniodocrime? Não acredito, vai lá e dá um follow!) peguei Watchmen para assitir e comprei um encadernado de Y – The last man.
E como prometi as minhas impressões (e já estava mesmo na hora de um outro delito aqui no Beco) vou começar por Watchmen, já que ainda não li Y.
Primeiro, uma rápida recapitulação do que é Watchmen: Escrita pelo “louco” inglês Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, Watchmen é uma série de quadrinhos publicada DC Comics entre 1986 e 1987. Considerada um marco na evolução dos quadrinhos, a série introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos mais alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial. O sucesso de crítica e de público que a série teve ajudou a popularizar o formato conhecido como graphic novel .
Watchmen foi, no contexto dos quadrinhos dos anos 80, junto com A Queda de Murdock e O cavalheiro das trevas (SENSACIONAL), de Frank Miller e Maus, de Art Spiegelman, – um dos responsáveis por despertar o interesse do público adulto para uma mídia considerada infanto-juvenil.
A série faturou inúmeros prêmios, entre estes destacam-se: os Prêmios Kirby e Eisner, além de uma menção especial no tradicional Prêmio Hugo, voltado à literatura fantástica e ficção-científica além de ser a única obra em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances eleitos pela revista Time.
A trama se passa nos EUA de 1985, um país no qual justiceiros fantasiados são realidade. O país vive um momento delicado no contexto da Guerra Fria e está em vias de declarar uma guerra nuclear contra a União Soviética. A história envolve um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos cercam o misterioso assassinato de um desses heróis. O grande barato desta obra é que Watchmen trata os super-heróis como indivíduos reais, que enfrentam problemas éticos e psicológicos comuns a todos nós, lutando contra suas neuroses e defeitos.
Lembrando sempre que todo o contexto de Watchmen fazia grande sentido dentro da época em que foi escrito. Ao tentar reler a obra recentemente, senti que muito do apelo tinha se perdido.
Dito isto, vamos ao filme... Desde do fim dos anos 80, se falava em transpor a obra de Moore e Gibbons para o cinema, grandes nome já estiveram associados ao projeto, inclusive muito se falou em Arnold Schwarzenegger como Doutor Manhattan, mas sempre foi dito que a série era “infilmável”.
Até que surgiu Zack Snider. Logo na estréia o diretor apresentou ao público Dawn of the dead e recriou os filmes de Zumbis, com seus morto-vivos frenéticos. A seguir, uma adaptação de quadrinhos, 300, baseado na obra de Frank Miller. E, como seu terceiro filme, veio a oportunidade de dirigir Watchmen.
Zack faz um filme tecnicamente perfeito. Música, efeitos, visual, escolha de elenco, tudo foi pensado, estudado e realizado com esmero, não há um porém nesta área, e o roteiro do filme segue a risca a história de papel, quem leu a obra, sabe o que vai acontecer a seguir e espera com ansiedade por isto. A sensação que o diretor passa, é que usou os quadrinhos originais como storyboard. (apesar da grande alteração no final e de algumas eliminações em todo do andamento da história). Então, qual o problema de Watchmen?
Acho que exatamente esta fidelidade total de Snider é o que prejudica o filme. Quando terminei o filme, fiquei com a impressão de que ainda faltava alguma coisa... Durante um certo tempo, você fica mesmerizado com o visual, mas depois que o efeito passa, é que se nota que a guerra fria já era... e muitas das críticas do filme ficaram velhas com o tempo. Faltou um pouco de ousadia na adaptação, existem tantas novas críticas que poderiam ser feitas hoje mas o diretor preferiu requentar um prato velho. Uma pena. Fiquei decepcionado, esperava mais, principalmente de Zack Snider, já que o Alan Moore eu sempre achei um chato mesmo...
Agora, é ler com calma Y, e torce para ter um retorno de parte do meu investimento!

domingo, 4 de outubro de 2009

Grande descoberta

Pintou um tempinho, então voltei ao Beco (que agora é olímpico!). E desta vez, não pretendo enrolar muito. Vamos direto ao delito da vez. Sanctuary. Para quem não sabe do que se trata, imagino que a grande maioria, esta é uma série do Sci-fi Channel, originalmente produzida em 2007 direto para a web em oito episódios de 15 minutos aproximadamente.
Idealizada por Damian Klinder e produzida e dirigida por Martin Wood, Sanctuary foi filmada utilizando-se a combinação de computação gráfica com live-action (O bom e velho fundo verde). Esteticamente, Sanctuary seria alguma coisa entre 300 e Sin City, mas na minha opinião o visual está muito mais para a série Dark Angel de Jéssica Alba. A maior parte da série é feita desta forma com todos os cenários inseridos depois por computador. Já vi algumas pessoas reclamando dos efeitos, eu achei o visual da série muito bom, extremamente bem acabado e cuidado, e olha que neste ponto sou chato para cacete.
A história de Sanctuary lembra um pouco X-men. A série acompanha as aventuras da Dra. Helen Magnus, interpretada por Amanda Tapping, seu novo aliado, o psiquiatra forense, Will Zimmerman (Robin Dunne) e sua filha Ashley (Emilie Ullerup). Juntos eles rastreiam, estudam, ajudam e protegem estranhas e (as vezes) terríveis criaturas que vivem escondidas no nosso mundo. Para quem achou parecido mesmo com os mutantes, tem até um carecão misterioso na série.
Embora muitas vezes tratados como peças de pesadelos infantis ou apenas fios monstruosos de nossa imaginação, a Dra. Magnus, sabe que a natureza está cheia de erros e triunfos e no Santuário tem as provas de que estes pesadelos e sonhos são reais, muito reais.
Com a ajuda relutante de Will, psiquiatra com o “dom” de encontrar os casos mais estranhos e curiosos, e de sua bela e perigosa filha, a doutora se envolve com vampiros, sereias, dragões, fadas e uma variedade a seres sobrenaturais, míticos e alienígenas que estão livres pelo mundo. A medida que a história avança, o espectador vai descobrindo um pouco mais do passado dos personagens e o porque deles se envolverem nesta empreitada. Vários mistérios vão se desenvolvendo em tramas paralelas, alguns são resolvidos e outros aprofundados e deixam os espectadores com água na boca, ansiosos pelos próximos episódios. Vários rostos conhecidos da ficção vão dandos as caras pela série, Jack, the ripper, Nicola Tesla, Sherlock Holmes... E em cada episódio um novo mistério se apresenta a equipe. O espectador descobre que a história da doutora Magnus começa na Inglaterra vitoriana e vem até os dias de hoje e que o Santuário tem um inimigo tão misterioso e poderoso quanto ele próprio, a Cabala.
O elenco muito bem entrosado é um outro ponto forte da série. Amanda Tapping é talentosa e já tinha alguma experiência com ficção científica, já que a atriz participava de algum Stargate, mas ainda não tinha visto nada dela. Tapping está ótima como a misteriosa Dra. Helen Magnus, sem que falar na beleza. (aí, cuecas, vale uma olhada!). Emilie Ullerup é outra oriunda de algum Stargate (pó, tem umas trinta cinco séries e eu nunca consegui saber qual é a boa, a ruim, a nova...) e apesar da franjinha esquisita, também mata a pau como Ashley Magnus, e não deixa a desejar na comparação com a mãe (então, cuecas, duas olhadas!) e o Robin Dunne (a cara dele não me é estranha, deve ter participado de um stargate também...) não está mal no papel de Will Zimerman, a química entre os três é muito boa. O elenco de apoio tem alguns personagens bem interessantes, como os moradores do Sanctuary, Big Foot e Henry Foos, dupla responsável por alguns dos momentos mais engraçados da série e o carecão misterioso, John Druit (Christopher Heyerdahl, com participações em? Adivinhem só: Stargate!), que divide um passado com a doutora Magnus.
Descobri a série por acaso, navegando pela internet e li/escutei muito pouco dela por aqui, tive um tempo e paciência e resolvi arriscar. Não estou nem um pouco arrependido. Estou terminando de ver a primeira temporada, e gostei muito do que vi até aqui, e já digo que já estou louco para assistir a segunda! Então, vocês que gostam de ficção científica, podem correr para internet e procurar Sanctuary! Não vão se arrepender! O site oficial da série é: http://sanctuaryforall.com e aí embaixo tem dois videos para vocês conhecerem a série, divirtam-se!




sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Por onde começar?

Assuntos diversos atrasaram um pouco as coisas aqui no Beco, mas é hora de limpar a teia de aranha e partir para um novo delito! (Até que enfim!) Mas antes, uma palavrinha dos nossos patrocinadores: www.livrosilimitados.com.br, o melhor lugar para novos autores, velhos autores e autores em geral. Quem quiser publicar alguma coisa, pode passar lá que não vai se arrepender! E, o Beco do Crime estreou no twitter, é só procurar por Geniodocrime e passar a seguir as novidades do seu blog predileto. E vamos ao que interessa.
Durante conversas, sempre que o assunto é literatura, eu termino por mencionar que Stephen King é um dos meus autores favoritos. E, invariavelmente, vem a pergunta: qual o melhor livro dele? Seguida por: Qual devo ler primeiro? Perguntas difíceis... e de respostas parecidas... A coisa, O cemitério (mais conhecido, por Cemitério Maldito, devido ao filme), O Iluminado, Carrie, A hora da zona morta, A dança da morte... e posso citar todos. Mas acho que posso citar um que todos que gostam de um bom suspense devem ler: Jogo Perigoso (Gerald's Game).
Diferente dos seus outros livros mais badalados onde o fantástico se destaca, desta vez Stephen King não faz uso de vampiros, lobisomens, ets, aparição... O terror é puramente psicológico e possível de acontecer com qualquer um, mas só uma mente bizarra consegue pensar nisto e colocar no papel!

A história começa numa sexta feira, com Jessie Burlingame e seu marido Gerald no quarto da sua isolada cabana no Maine (como não podia deixar de ser em um livro de Stephen King) onde o casal foi para um fim de semana romântico. Gerald, um bem sucedido advogado com uma personalidade agressiva, está tentando revigorar a vida sexual do casal, e esta viagem inesperada, traz muitas surpresas para Jessie. Logo, ela se vê algemada a cama num jogo que ela já participou, mas não tem vontadade de repetir. E quando expressa sua opinião, seu marido acho que ela está interpretando seu papel. Quando Gerald sobe na cama, pensando que seus protestos são falsos, ela o chuta no peito e no saco (ai!), provocando a queda da cama, um trauma na cabeça, um ataque cardíaco e sua morte.
Jessie se vê sozinha na cabana, presa a cama, incapaz de se mover e pedir socorro. O fim de semana que começou quente, em questão de minutos se tornou um pesadelo. Não resta outra opção a Jessie a não ser esperar que alguém apareça, hipótese pouco provável, já que partiram da cidade sem avisar ninguém, exatamente para não serem incomodados.
Durante a sua provação, Jessie recebe a "visita" de um faminto vira-lata, que, para seu horror (e de leitores) começa a se alimentar do corpo Gerald.
Mais uma vez, Stephen King dá uma aula de como prender o leitor, assim como em Misery (O livro Angústia, o filme Louca Obsessão), o autor transforma uma situação cotidiana em momentos de tensão e puro terror.
Por que recomendo a leitura? Não é todo mundo que tem saco para ets, fantasmas escondidos na paredes, troços de outra dimensão, gatos zumbis... Jogo Perigoso é um livro angustiante e perturbador, mas é uma excelente amostra do que Stepheh King é capaz. E uma ótima leitura e serve também de aviso para aqueles mais assanhados no fim de semana.
A propósito, marca nova no blog, acho que faz juz ao tempo que estive sumido. Acho que agora os delitos serão mais freqüentes. De bônus, o clipe de Pet sematary, dos Ramones. E espero que tenha valido a espera.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Bola na rede é gol!

Caiu na área é pênalti, o futebol é uma caixinha de surpresas, o importante são os três pontos. Todo jogador de futebol que se preze conhece estas frases, todo peladeiro e fã de futebol também. Aqui no Beco não é diferente, o futebol corre na veia. Mas e na Inglaterra? Será que os fãs são tão fanático quanto aqui em terra brasilis?
Segundo Nick Hornby, sim!
O inglês lançou seu primeiro livro em 1992, Fever Pitch (Ou Febre de Bola) e logo estava na lista dos mais vendidos. O livro, meio que autobiográfico, conta a história de um sujeito apaixonado pelo Arsenal (para quem não conhece, um time de futebol inglês). A história acompanha a vida do cara desde o divórcio dos pais, quando descobre o time, e o adota como uma figura paterna. Hornby é um grande escritor, e mais do que isto gosta de futebol, poucas vezes vi (se é que vi alguma vez) um livro que mostra o pensamento do torcedor do maneira tão íntima, a vida do sujeito é praticamente agendada em função dos jogos dos Gunners (apelido do time), quando tem que ir a um casamento ou qualquer outro tipo de evento no dia de jogo, fica com raiva e mau humorado (bom, e com toda a razão...), seu estado de espírito é sempre condizente com o posição do time na tabela ou com o resultado do último jogo. Em um fase de vacas magras do time londrino, sem títulos e perspectivas, o cara resolve acompanhar um time da terceira divisão, só para não deixar o futebol de lado, e passa a freqüentar jogos na manhã de sábado atrás das paróquias de igrejas, muitas vezes levando a namorada do momento junto. As grandes contratações são comentadas e comemoradas e as jogadas já estão sendo sonhadas antes mesmo de entrarem em campo. Os momentos marcantes da vida do personagem sempre estão associados a algum jogo, começo de namoro? Logo depois de Arsenal 2, Liverpool 0.
Li o livro há algum tempo, e sempre recomendo para meus amigos de pelada ou de estádio. O grande barato de Febre de Bola são os momentos no estádio, sem entrar em detalhes do jogo, Hornby descreve o que sente durante o jogo e as companhias, gente que só encontra quando vai ao estádio, sentando sempre no mesmo local. Quem vai a estádio de futebol sabe do que estou falando.
O sucesso de Nick Hornby aguçou os sentido de hollywood, e logo uma adaptação de Fever Pitch foi lançada, mas como todos em hollywood só pensam no próprio umbigo, várias licenças poéticas foram tomadas, a história vai para os Estados Unidos, o esporte vira baseball, e o livro vira mais uma comedia de amor água com açúcar. Se é para adaptar, que façam direito cacete! Até por que o livro já foi adaptado, em 1997 com roteiro do próprio Hornby e com Colin Firth no papel principal.

Com Fever Pitch, Nick hornby prova que o torcedor é o mesmo, seja em Highbury ou em São Januário, e o sentimento não pode parar!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Com silicone, ou sem silicone

Realmente, os delitos aqui no Beco estão mais lentos do que o desejado. Algumas vezes a culpa é minha (sou preguiçoso, mesmo.), outras falta assunto ou mesmo tempo. Mas, o importante é que o Beco não para, apesar de em alguns momentos parecer o Rubinho... hehehe.
E, como diria o velho Januário de Oliveira, "taí, o que você queria!"
Neste tempo de silicone, tanto na frente quanto atrás, fica muito difícil distinguir o que é real do que é falso. Muitas vezes a mentira é melhor que a realidade, outras vezes é muito maior!
Em Hollywood, o computador transformou todo mundo em cineasta, e em muitos casos, os trabalhos são de primeira. Aproveitando disto, o Beco apresenta para vocês alguns trailers feitos por fãs.



O filme do Lanterna Verde acabou de ser confirmado, e o trailer com silicone já apareceu na rede.


Já o filme dos Thundercats é falado mas nunca confirmado. Já foi dito que seria feito em CGI, mas os fãs não querem nem saber, a versão live-action já está pronta, e com grande elenco.



e para as fãs do Di Caprio, que tal o trailer da continuação de Titanic?



Bill Murray e Dan Aykroyd já falaram que querem voltar, o roteiro já está sendo trabalhado, mas o trailer já está pronto...
O que os fãs não fazem parar tentar convencer os produtores que seus objetos de devoção são vendáveis. O que nem sempre é verdade, mas que são divertidos, são.